A serpente repousa na sua caixa de vidro,
que foi cuidadosamente medida
um metro e cinqüenta centímetros;
a cobra acabou de devorar sua comida.
Pôde arranjar facilmente sua ração:
Aqui às cobras não é permitida a perseguição.
Não sibila como na livre natureza,
ela apenas repousa.
Seus dentes estão completamente vazios de veneno.
Por isso ela não é mais um espécime genuíno.
Não sabe como se deve caçar,
não teme do caçador o atirar.
Também não conhece das florestas nativas a beleza;
conhece apenas a sua caixa,
que mede um metro e cinqüenta.
(Poesia de Nora K. do livro: O café dos filosofos mortos.)

3 comentários:
soh gostei do título do livro dela.
ouvindo Aerosmith;;;
entao vc deve ter lido o livro? achei muito bom, muita reflexao... coisa que eu estava precisando anexar a minha vidinha na epoca...
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